Eco Lógico
Mais de 40 dias de chuva em São Paulo. Tempo e estragos o suficiente para demonstrar que limites naturais foram ultrapassados. O ambiente não guenta mais. Não é mais possível remendar a cidade, desconsertando a natureza. É muita gente em cima dum espaço que não tem capacidade de ser assim ocupado. Devastado, cimentado, concretado, aterrado, deformado, subtraído. São Paulo é um pisotear constante, e cada vez mais pesado, sobre o meio ambiente. A chuva diária apenas revela o quão insustentável está a maior e mais importante cidade do Brasil. De tão importante, aliás, deveria ser a mais sustentável...É dos administradores públicos a responsabilidade por não ser sustentável, e estar tão vulnerável aos fenômenos naturais. E é nossa também, quando jogamos lixo em qualquer lugar e quando elegemos gente que só cuida dos próprios interesses. Pois é, muita chuva, calor pra dedéu, o clima já está mudado, e é preciso exigir dos administradores públicos condutas responsáveis. Sigo repetindo: Nosso clima era decisão deles, dos líderes políticos, agora a decisão tem que ser ainda mais nossa. É tempo de entendimento entre nós e a natureza. Por isso, aceite sempre nosso convite: leia e compartilhe como é lógico dar eco à sustentabilidade.
Evitar ou persistir no erro?
Em 81% dos municípios do estado do Rio de Janeiro há risco geológico, em maior ou menor grau. Esse dado técnico está disponível: administradores públicos precisam usar para nossa segurança e integridade do ambiente em que vivemos.
O dado é oficial, é público, foi obtido com o dinheirinho dos nossos impostos bem aplicado. É resultado do estudo de órgão do governo federal: o Mapa Geoambiental do estado do Rio de Janeiro, elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).
Entonces, por que não é usado pelos administradores nas políticas públicas de planejamento urbano, habitação, uso do solo, limpeza urbana, economia, educação ambiental, saneamento?
Se fosse usado, um empreendimento econômico jamais teria alvará para funcionar numa encosta, com acesso somente pelo mar, com estreito espaço entre a linha da maré e a base da rocha, em região com uma fragilidade geológica especialmente alta. Como ocorre, por exemplo, na Costa Verde do Rio.
75 entre 92 municípios fluminenses teem risco conhecido ou potencial de movimentos de massa e/ou de inundações, em maior ou menor intensidade, considerando critérios de relevo, pluviosidade e ocupação dos espaços territoriais.
Sugiro que o Mapa Geoambiental do Rio de Janeiro seja livro de cabeceira do governador Sergio Cabral e todos os prefeitos. A sociedade tem o poder e o direito de exigir que seja...
Fonte consultada: https://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/01/09/o-mapa-das-areas-de-risco-das-cidades-do-rio-915497198.asp
Vai trocar de celular? Leve o antigo pra jogar fora no lugar certo
O Brasil é o 5o país no mundo com maior número de usuários de celular, estão ativos mais de 150 milhões de aparelhos.
Porém, apenas 3% do total de aparelhos ativos são devidamente descartados quando resolvemos trocar de celular. A maior parte dos aparelhos antigos não é recolhida para reciclagem, apesar dos ganhos econômicos.
Podem ser reciclados aparelho, bateria, carregador, cartão de recarga e chip, e de tudo isso se aproveita alguma coisa que serve pra virar outra coisa. Só do aparelho são recuperados 17 metais.
Temos 10 mil pontos de recolhimento desse lixo eletrônico, a maioria está nas lojas de telefonia celular no país. É pouco diante da demanda, mas, é muito em comparação com o que o poder público deixa de nos ofertar: educação ambiental para que a população acompanhe as positivas ações sustentáveis da inciativa privada.
Afinal, não basta ter postos de recolhimento, é preciso sensibilizar e mobilizar a sociedade para descartarmos o lixo eletrônico da forma devida.
A fonte consultada foi o Globo Ecologia, edição Reciclagem de Celulares. Siga o link e veja o programa: https://www.youtube.com/watch?v=lZg6rjcAGmI
E-lixo Maps
Quem mora em São Paulo já tem um serviço de busca na internet de postos de recolhimento de pilhas, baterias, celulares e carregadores. É simples: acesse o site https://www.e-lixo.org, digite o CEP e o tipo de lixo que quer descartar e pimba, são indicados os pontos de coleta mais próximos.
A plataforma do Google Maps está associada a um banco de dados dos postos de coleta. No site também podem ser cadastrados novos endereços de coleta, não incluídos no banco de dados.
A iniciativa é da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, a partir da campanha Mutirão do Lixo Eletrônico - Recicle, realizada em 2008. Como a participação da população na campanha superou expectativas, mais de 50 toneladas foram recolhidas, foi comprovada a necessidade dos pontos de coleta e da facilitação do acesso a eles.
Leia matéria completa na Envolverde: https://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=69585&edt=1
Trecho de matéria no G1 sobre o chiqueirinho que está a cidade do Rio de janeiro:
..."o pai chamou a atenção da filha de cinco anos, que jogara uma garrafa de água na areia. A pequena, a contragosto, atendeu ao pedido do pai para que jogasse o objeto na lixeira, mas ele recebeu uma resposta malcriada: Eu não sou gari, não, tá?"
Fonte consultada: https://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1447380-5606,00-PREFEITURA+DO+RIO+AINDA+ENFRENTA+DIFICULDADES+PARA+MANTER+CIDADE+LIMPA.html
E já que o supergari limpa...
A prefeitura do Rio e a Comlurb estão com uma campanha sobre esse hábito horrível da gente jogar lixo em tudo quanto é lugar menos na lixeira. Tem um bonequinho tipo playmobil vestido de gari, um cenário todo limpinho, um S de supergari, e três frases: "Lugar de lixo é na lixeira. Uma questão de educação. Cuide de sua praia."
Bom, que o gari no Rio é super, ah, isso é óbvio. Afinal, só eles limpam a sujeirada que o pessoal larga de qualquer jeito nas ruas, calçadas, areias, águas, em todo lugar. Porém, se temos no Rio o supergari pra quê as pessoas vão se responsabilizar pelo próprio lixo? O supergari recolhe o que a gente é incapaz de levar até uma lixeira.
Para que as pessoas ajam como gente educada é preciso educá-las. Para que diminua o custo com limpeza pública é necessário que as pessoas se responsabilizem pelo lixo que geram. E não é vendendo a imagem de que o gari limpa tudinho que o pessoal vai ser educado e se responsabilizar. Tá errado o conceito da campanha.
Campanhas educativas precisam de técnica para linguagem e abordagem, o que requer estudo de dados, identificação de contextos comportamentais por segmentos da população, para aí definir como dialogar adequadamente com os públicos prioritários. E devem estar articuladas a ações de Assessoria de Imprensa e RP.